A idéia de organizar um Encontro Nacional de Direitos Animais começou a tomar forma em 2006, inspirada na vivência em eventos similares fora do Brasil, mas ela começou a ser considerada seriamente apenas no início de 2007. No meu contato com ativistas durante viagens a outras cidades pelo Brasil, ao comentar sobre a proposta, eu percebia que havia uma grande receptividade e por isso decidi investir energia na realização do evento.
O termo “encontro” foi escolhido ao invés do termo “congresso” ou “conferência” porque a proposta era de realizá-lo em um ambiente e clima de discussão e aprendizado que pudesse vir acompanhado de muita integração. Discussão, aprendizado e integração são, em minha opinião, elementos importantíssimos a serem considerados no momento atual do movimento pelos direitos animais no Brasil. Foi com essa intenção que o tema do evento “discutindo o movimento, nutrindo-se nas diferenças e capacitando nossos ativistas” foi escolhido.
Estamos entrando em discussões onde deveríamos estar nos apoiando, e estamos brigando onde deveríamos estar discutindo. Para um movimento ainda em estruturação como é o nosso, vejo esse fenômeno como sendo perigoso e capaz de causar danos definitivos na eficiência com que a geração atual de ativistas será capaz de desempenhar o seu trabalho.